
O Coletivo Megalozebu está fomentando o debate sobre a cultura em Uberaba. Nesta segunda-feira, na Casa dos Conselhos, tivemos a presença de
Talles Lopes, do
Coletivo GOMA, que apresentou o
PCult (
Partido da Cultura em Uberaba), um movimento suprapartidário, que tem como objetivo unir pessoas em prol da cultura.
O Coletivo Megalozebu e o Coletivo GOMA fazem parte do
Circuito Fora do Eixo, uma rede de coletivos nacionais, que hoje ultrapassa o número de 50, voltados para a produção artística em geral, envolvendo música, dança, artes visuais e teatro.
O
Pcult visa estimular a participação efetiva e paritária da Sociedade Civil, inclusive dos candidatos políticos que queiram abraçar a temática cultural em seus planos de governo.
Sendo assim, foi lançado um
Manifesto pela cultura de Minas Gerais, que estará em circulação nacional e que aborda como principal foco a questão cultural.
A Cultura é um direito garantido pela Constituição Brasileira de 1988. É um Direito Humano Fundamental e o respeito a esse direito, principalmente pelas autoridades públicas, é o alicerce na construção de um verdadeiro Estado democrático.
Cultura é cidadania, é desenvolvimento humano, é essencial às transformações e, além de sua relevância econômica, possui grande capacidade de movimentar o real e o imaginário no cotidiano de cada um de nós. É através da arte que podemos partilhar o “sensível”, que pode-se entender como a constituição de um mundo sensível comum, um “lugar comum”, se dá pelo entrelaçamento de uma diversidade de atividades humanas. A pluralidade e diversidade cultural são tão necessárias para o desenvolvimento cultural quanto a diversidade genética para a sobrevivência.
“O setor cultural e criativo, que representa mais de 5% do PIB brasileiro precisa receber tratamento condizente com a importância de seu papel no Estado de Minas Gerais! Segundo o “Sistema de Informações e Indicadores Culturais” (IBGE/MINC, 2006) o setor era, já em 2003, responsável por 5,7% dos empregos formais no país, 6,2% do número de empresas, 6% do valor adicionado geral e 4,4% das despesas médias das famílias”.
É fundamental uma política pública de Estado compatível com a herança histórica e cultural tricentenária de Minas. Uma política embasada em números concretos e medidas conseqüentes, que reflita o cumprimento da responsabilidade constitucional do Estado de garantir o financiamento direto à Cultura, através de recursos próprios de seu orçamento. E a sociedade civil organizada deve motivar e participar dessa mudança.
Nesta primeira reunião que ocorreu em Uberaba estiveram presentes a candidata a deputada federal Marilda Ribeiro e um representante do deputado estadual Adelmo Carneiro Leão, que demonstram interesse em desenvolver plataformas públicas voltadas para as manifestações artísticas e culturais.
O Movimento continua aberto à participação da sociedade e entidades.
Texto: Roberta Roldão